"Insistindo no exercício da educação mediúnica.
Sempre usamos uma imagem um tanto grotesca. Quando se vai ao dentista, a primeira frase que ele pronuncia é: - Abra a boca -. Se nós dissermos: - Não vou abrir -, nada poderá ser feito.
Na prática mediúnica a primeira atitude do sensitivo é abrir a boca (da alma) e ficar aguardando a idéia para exteriorizá-la.
A Tarefa do doutrinador - que conhece a pessoa - é a de examinar o que o médium está falando. Daí, a necessidade do relacionamento antecipado para aquilatar a qualidade do comunicado."
O Divaldo toca em um ponto importantíssimo para a educação mediúnica: a necessidade da avaliação das comunicações mediúnicas de forma sincera pelo esclarecedor que fez o atendimento. Eu complementaria que também há a necessidade do médium fazer uma avaliação do atendimento feito. Portanto, é rua de mão dupla: de um lado, o esclarecedor avalia o que ele achou da comunicação recebida; do outro lado, o médium avalia o atendimento dado pelo esclarecedor.
Mas como é difícil!
Como médium, eu já tive vontade de chamar a atenção de um esclaredor que sempre insiste em uma determinada abordagem no atendimento, não importa qual a estória que o médium lhe passa. Entretanto tenho receio de melindrar esse esclarecedor que está no grupo há muito mais tempo e assim criar um clima ruim.
Por outro lado, tem um esclarecedor no grupo que sempre toca no problema do animismo e diz que não tem certeza das comunicações que atende. Mas esta pessoa nunca aponta especificamente quem é o médium e eu sempre fico me perguntando se ela não está se referindo a mim.
Resumindo: o meu grupo ainda tem um longo caminho a percorrer. Ainda bem que o nosso Mestre é paciente e os nossos mentores são incansáveis.
Hoje é dia de palestra do Raul Teixeira no Auditório do Golden Park House (Rua do Russel, 374, Glória) às 20 horas. Pretendo estar lá. Só tive a oportunidade de ouvir uma palestra dele antes e o considero um médium muito inspirado.
Carmem Bezerra
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